Baseado na Teoria do Princípio Holográfico do Universo, a imagem abaixo é um Frame de ONDAS de Probabilidades dentro dos Comprimentos de Onda completamente cheias de partículas / subpartículas atômicas. Luz e Som, Energias que são Pensamentos, Informações no Espaço / Vácuo / Tempo, vindos do Não - MANIFESTADO Consciência Espiritual e Cósmica antes do Colapso da Função de Onda que passa pela Geometria Sagrada, acaba por ser o Universo MANIFESTADO. A propósito, nós também vivemos, sempre medindo essas Ondas e provocando seus respectivos colapsos e transformando tudo em o que chamamos de realidade física de momentos angulares pelo mero ato de sempre observamos e sermos observados como num Jogo de Espelhos com todas as variantes de perspectivas de cada ser senciente
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O TANTRA DISTORCIDO NO OCIDENTE
Tântrica Toks: O TANTRA DISTORCIDO NO OCIDENTE: Aqui no Ocidente, ao se pronunciar a palavra Tantra, observa-se diversas reações nos ouvintes. A grande maioria, associa rapidamente o Tantr...
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Compreendendo o Tantra - 1 O Significado de Tantra
Compreendendo o Tantra - 1 O Significado de Tantra
Compreendendo o Tantra
Alexander Berzin, 2002 (autor)
Primeira Parte: Perguntas e Dúvidas Fundamentais Sobre o Tantra
1 O Significado de Tantra
A Definição da Palavra Tantra
Os ensinamentos do Buda incluem sutras e tantras. Os sutras apresentam os temas básicos da prática para se adquirir a liberação dos problemas recorrentes sem controlo (sânsc.samsara) e, além disso, para alcançar o estado iluminado de um Buda, com a capacidade de ajudar os outros tanto quanto possível. Os temas incluem métodos para o desenvolvimento da auto-disciplina ética, da concentração, do amor, da compaixão e de uma compreensão correta de como as coisas realmente existem. Os tantras apresentam práticas avançadas baseadas nos sutras.
A palavra sânscrita tantra significa o urdume de um tear ou os fios de uma trança. Como os fios de urdume, as práticas tântricas servem como uma estrutura que nos permite entrelaçar os temas do sutra para tecer a tapeçaria da iluminação. Além disso, o tantra combina as expressões físicas, verbais e mentais de cada prática, que se entrelaçam, criando um percurso de desenvolvimento holístico. A prática do tantra é extremamente avançada, uma vez que não podemos integrar e praticar simultaneamente todos os temas do sutra sem termos previamente treinado em cada um deles a nível individual.
A raiz da palavra tantra significa esticar ou continuar sem interrupções. Enfatizando esta conotação, os eruditos tibetanos traduziram o termo como gyu (rgyud), que significa uma continuidade ininterrupta. Aqui, a referência é à continuidade através do tempo, como numa sucessão de momentos num filme, e não à continuidade através do espaço, como numa sucessão de segmentos do pavimento. Além disso, as sucessões discutidas no tantra assemelham-se a filmes eternos: sem princípio nem fim.
Dois filmes nunca são iguais e duas cópias do mesmo filme nunca podem partilhar o mesmo rolo da película. Similarmente, as sucessões intermináveis mantêm sempre as suas individualidades. Além disso, as imagens dos filmes passam uma de cada vez, com tudo a mudar de imagem a imagem. Do mesmo modo, os momentos das sucessões intermináveis são efémeros, com um só momento ocorrendo de cada vez e sem nada de sólido permanecendo através de todas as sucessões.
Continuidades Mentais como Tantras
O exemplo mais proeminente de uma sucessão interminável é acontinuidade mental (fluxo-mental), a sucessão interminável dos momentos de uma mente individual. No budismo, mente refere-se a um mero experienciar individual e subjetivo de algo e não a um objeto, físico ou imaterial, que produz o experienciar, ou que seja uma ferramenta que alguém use para experienciar coisas. E mais, uma continuidade mental não é um fluxo de experiências que se acumulam de tal modo que uma pessoa tenha mais experiência do que outra. Uma continuidade mental consiste simplesmente numa sucessão ininterrupta de momentos do funcionamento mental – o mero experienciar de coisas. As coisas experienciadas incluem visões, sons, sentimentos, pensamentos, o sono e até a morte. Mero implica que o seu experienciamento não precisa de ser deliberado, emocionalmente tocante e nem sequer consciente.
E mais, o experienciar de algo é sempre individual e subjetivo. Duas pessoas podem experienciar ver o mesmo filme, mas a sua experiência não seria a mesma – uma pode gostar dele; a outra pode não gostar. O modo como elas experienciam o filme depende de muitos fatores interrelacionados, tais como os seus humores, a sua saúde, os seus companheiros e até as cadeiras em que se sentam.
Seres individuais são aqueles com continuidades mentais. A cada momento da sua existência, eles experienciam algo. Agem com intenção – mesmo se não planeada conceptualmente – e experienciam subjetivamente os efeitos imediatos e a longo prazo do que fazem. Assim, as continuidades mentais dos seres individuais – o seu experienciar das coisas – mudam como eles de momento a momento, e as suas continuidades mentais continuam de uma vida para a vida seguinte, sem princípio nem fim. O budismo aceita como fato não apenas que as continuidades mentais durem eternamente, mas também que elas carecem de um início absoluto, seja a partir da obra de um criador, seja da matéria/energia ou do nada.
Seres individuais e, assim, as continuidades mentais, interagem um com o outro, mas continuam distintos, mesmo na Budeidade. Embora o Buda Shakyamuni e o Buda Maitreya sejam equivalentes nas suas realizações da iluminação, eles não são a mesma pessoa. Cada um tem conexões únicas com seres diferentes, o que esclarece o fato de que alguns indivíduos possam encontrar e tirar benefício de um Buda em particular e não de outro.
Os filmes mantêm as suas individualidades sem requererem ou conterem sinais fixos inatos, tais como os seus títulos, sempre presentes como partes de cada momento, dando aos filmes identidades individuais exclusivamente através dos seus próprios poderes. Os filmes mantêm identidades individuais dependendo meramente de fatores mutáveis interligados, tais como uma sequência sensata de imagens. Do mesmo modo, as continuidades mentais intermináveis continuam [para sempre] sem sinais fixos inatos, tais como almas, eus ou personalidades, que não afetadas e sem nunca mudar, continuam durante uma vida e de uma vida para a vida seguinte e que, através dos seus próprios poderes, lhes dão identidades individuais. Para sustentar as suas identidades individuais, as continuidades mentais dependem meramente de fatores mutáveis interligados, tais como sequências sensatas de experienciar coisas de acordo com princípios de causa e efeito comportamentais (sânsc. karma). Mesmo a um nível mais geral, as continuidades mentais não têm identidades inerentes fixas, tais como: ser humano, mosquito, masculino ou feminino. Dependendo das suas ações, os seres individuais aparecem em formas diferentes em cada vida – às vezes com mais sofrimentos e problemas, às vezes com menos.
O Termo Tantra com Referência à Natureza Búdica
Embora as continuidades mentais, tais como os seres individuais, não tenham almas inatas que através dos seus próprios poderes lhes dêem as suas identidades, elas têm, não obstante, outras características que as acompanham como facetas integrais das suas naturezas. Estas facetas inatas também constituem tantras – sucessões de momentos sem nenhum princípio nem fim. As facetas inatas intermináveis que se transformam nas facetas iluminadoras de um Buda, ou que permitem que cada continuidade mental se transforme na continuidade de um Buda, consistem dos fatores da natureza búdica dessa continuidade.
Por exemplo, as sucessões ininterruptas de momentos de aparência física, comunicação e funcionamento mental (corpo, fala e mente), a operação das boas qualidades e a atividade acompanham a sucessão de momentos de cada continuidade mental para sempre, embora as formas específicas das cinco variem a cada momento. A aparência física pode ser invisível ao olho humano; a comunicação pode ser involuntária ou meramente através da linguagem corporal; e o funcionamento mental pode ser mínimo, como quando estamos a dormir ou inconscientes. As boas qualidades, tais como compreendermos e apreciarmos os outros, e capacidades, podem operar a níveis minúsculos ou podem estar apenas latentes; e a atividade pode ser meramente autónoma. Não obstante, experienciar algo individual e subjetivamente a cada momento envolve ter-se continuamente uma aparência física, uma forma de comunicar alguma informação, um funcionamento mental, um nível operante de boas qualidades e alguma atividade.
O fato de as sucessões ininterruptas dos momentos das cinco facetas inatas acompanharem a continuidade mental de cada ser em cada renascimento esclarece o fato de as sucessões das cinco continuarem a acompanhar a continuidade de cada ser, incluindo a dos Budas. De outro ponto de vista, momentos das cinco continuam a ocorrer em sucessão ininterrupta até depois da iluminação, mas agora as suas formas manifestam-se como as cinco facetas iluminadoras de um Buda. Elas são iluminadoras no sentido em que são os meios mais eficazes para conduzir os outros à iluminação.
Sucessões Sem Princípio que Podem Ter um Fim
Como tantras, as continuidades intermináveis dos fatores da natureza búdica de um indivíduo entrelaçam-se juntamente para formar, a cada momento, um todo integrado, funcionando juntos como uma rede. Noutro sentido, as continuidades intermináveis constituem os fios de urdume sobre os quais se entrelaçam sucessões de momentos de características acompanhantes extras de continuidades mentais. Muitas características interligadas são também sem princípio, mas nem todas elas continuam para sempre. Algumas podem ter um fim e, assim, não constituem facetas integrais da natureza da continuidade. As mais significativas são: as continuidades sem princípio da confusão sobre como as coisas existem, os hábitos de tal confusão e os problemas e limitações recorrentes que produzem incontrolavelmente. Aqui, para simplificar a discussão, estamos a usar o termo confusão em vez de não-compreensão (ignorância), mas sem nenhuma conotação de desorganização, desorientação ou demência.
As sucessões sem princípio de momentos de níveis diferentes de confusão e dos seus hábitos podem acabar, porque os seus exatos opostos, a sucessão de momentos de compreensão e os seus hábitos, podem substituí-los e removê-los para sempre. Enquanto sucessões de momentos de confusão e os seus hábitos acompanharem as continuidades mentais, os seus fatores de natureza búdica não podem funcionar na sua capacidade máxima. Enquanto as continuidades mentais estiverem nessa condição, os indivíduos denotados por elas continuarão como seres limitados(seres sencientes). Os fatores funcionam a níveis máximos apenas com a remoção total de todas as características limitativas ou “nódoas momentâneas,” ou seja, com a remoção total de todos os níveis de confusão e dos seus hábitos. Quando as continuidades de todas as características limitativas pararem para sempre, os indivíduos deixarão de ser seres limitados. Como indivíduos, as suas continuidades sem fim continuam, mas agora os seres transformaram-se em budas.
As Explicações Nyingma e Kagyu sobre o Tantra
Todas as quatro tradições do budismo tibetano – Nyingma, Kagyu, Sakya e Gelug – aceitam como uma definição de tantra as sucessões eternas de momentos de fatores interligados da natureza búdica. As explicações especiais de cada tradição clarificam o tópico ainda mais e complementam-se umas às outras. Primeiro vamos examinar a apresentação geral partilhada entre Nyingma e Kagyu, uma vez que ela se especializa na discussão do tantra em termos de natureza búdica em geral. As suas apresentações provêm de A Interminável Continuidade Última ( O Eterno Contínuo Último) de Maitreya.
Maitreya explicou que embora as sucessões de momentos de fatores da natureza búdica continuassem para sempre, elas podem ser: não-refinadas, parcialmente refinadas ou totalmente refinadas. A distinção deriva de [três condicionantes]: se sucessões de momentos de todos os níveis de confusão e seus hábitos acompanham ininterruptamente a continuidade mental; se apenas algumas delas o fazem por algum tempo; ou se nenhumas delas nunca mais a acompanham. Estas três condições das continuidades intermináveis de fatores da natureza búdica são os tantras de base , do caminho e resultantes.
Como tantras de base, as continuidades sempre disponíveis de fatores da natureza búdica são os materiais com que trabalhamos para atingir a iluminação. Nesta perspectiva, os fatores são não-refinados ou “impuros” no sentido em que as sucessões de momentos de todos os níveis de confusão e seus hábitos estão sempre entrelaçados com os fatores, limitando o seu funcionamento a vários níveis.
No caminho para a iluminação, os praticantes trabalham para remover as limitações, parando, por fases, as continuidades dos vários níveis de confusão e seus hábitos que se entrelaçam com os seus corpos, comunicação, mentes, boas qualidades e ações. Consequentemente, durante o processo de purificação, as continuidades dos fatores de natureza búdica, como tantras do caminho, são parcialmente refinadas e em parte não-refinadas. Às vezes, períodos de compreensão plena acompanham os fatores; outras vezes, seguem-se períodos com apenas o impulso de compreensão. Ocasionalmente, sucessões de momentos de confusão cessam temporariamente. Depois, as continuidades de alguns níveis resumem, mas gradualmente nenhuma delas retornará para sempre. Similarmente, os hábitos de confusão deixam ocasionalmente de produzir momentos de confusão; mas eventualmente as continuidades dos hábitos cessam para sempre.
Ao nível resultante da Budeidade, as continuidades dos fatores de natureza búdica, como tantras resultantes, são totalmente refinadas no sentido em que estão para sempre completamente livres de períodos acompanhantes de quaisquer níveis de confusão ou dos seus hábitos. Assim, os fatores de natureza búdica funcionam para sempre nas suas capacidades plenas como interligadas facetas iluminadoras de um Buda, por exemplo como as faculdades mentais, comunicativas e físicas iluminadoras de um Buda, assim como as suas boas qualidades e atividades.
O Papel das Figuras Búdicas no Tantra
As figuras búdicas representam os fatores de natureza búdica durante as fases refinadas ou “puras” quando sucessões de momentos de compreensão plena acompanham as suas continuidades. Como asfiguras búdicas têm corpos, comunicação, mentes, boas qualidades e ações que trabalham em conjunto como uma rede integrada, elas são adequadas para representar estes fatores de natureza búdica. Além disso, frequentemente as figuras têm caras, braços e pés múltiplos. O leque das caras e dos membros representam temas do sutra, muitos dos quais também estão entre os fatores de natureza búdica. Os praticantes de tantra usam as figuras na meditação para estimular o processo de purificação.
O termo sânscrito para figuras búdicas, ishtadevata, significa deidades escolhidas, ou seja, deidades escolhidas para a prática da transformação em Buda. São “deidades” no sentido em que as suas capacidades transcendem as dos seres comuns; contudo, elas não controlam as vidas das pessoas nem requerem adoração. Assim, os eruditos tibetanos traduziram o termo como lhagpay lha (lhag-pa'i lha), deidades especiais, para diferenciá-las de deuses mundanos ou de Deus Criador.
O equivalente mais comum em tibetano, yidam (yi-dam), denota mais claramente o significado pretendido. Yi significa mente edam quer dizer damtsig (dam-tshig, sânsc. samaya), uma ligação íntima. Os praticantes de tantra estabelecem uma ligação com figuras búdicas masculinas e femininas, tais como Avalokiteshvara e Tara, ao se imaginarem a si mesmos como tendo as facetas iluminadoras da aparência física, comunicação, funcionamento mental, boas qualidades e atividades destas figuras. Mais precisamente, enquanto as continuidades dos seus fatores de natureza búdica ainda forem parcialmente não-refinadas, como tantras do caminho, os praticantes vínculam-nas ou enlaçam-nas com as continuidades dos fatores imaginados como facetas totalmente refinadas das figuras búdicas. Mesmo quando os praticantes têm apenas compreensões incompletas em relação a como as coisas existem, o método tântrico geral para remover as nódoas momentâneas dos períodos de confusão e dos seus hábitos das continuidades intermináveis dos fatores de natureza búdica é imaginarem os seus fatores de natureza búdica parcialmente não-refinados funcionando como as facetas totalmente refinadas da figura búdica.
Resumindo, os fatores de natureza búdica continuam sendo os mesmos fatores quer funcionem como tantras de base, do caminho ou resultantes. A continuidade mental manifesta sempre alguma forma de aparência física, comunicação de algo e funcionamento mental, assim como algum nível operante de boas qualidades e alguma atividade. A única diferença é o grau em que as sucessões de momentos de níveis diferentes de confusão e dos seus hábitos acompanham as continuidades dos fatores e limitam o seu funcionamento.
Então, de acordo com as apresentações Nyingma e Kagyu, a matéria do tantra é o entrelaçar das condições da base, do caminho e resultante das continuidades intermináveis dos fatores de natureza búdica para tecer um método a fim de se atingir a iluminação. Especificamente, o tantra diz respeito a métodos para trabalharmos com os períodos dos fatores de natureza búdica enquanto tantras do caminho, de modo a purificarmos as sucessões dos fatores enquanto tantras de base, para que eles funcionem, finalmente, como continuidades intermináveis dos tantras resultantes. A prática tântrica efetua esta transformação ao unir as continuidades dos fatores não-refinados da natureza búdica com as sucessões de momentos da sua situação refinada, como representada pelas facetas iluminadoras das figuras búdicas.
A Apresentação Sakya
A apresentação Sakya do significado do tantra deriva do Tantra de Hevajra, um texto da classe mais elevada do tantra. Esta apresentação explicita a relação entre as figuras búdicas e os seres comuns que permite uma ligação das facetas correspondentes aos dois na prática do tantra.
Um tópico exclusivo ao tantra mais elevado é a continuidade de luz clara (mente de luz clara), que é o nível mais sutil da continuidade mental de todos. Todas as continuidades mentais têm níveis de luz clara de experienciar as coisas que, como natureza búdica última, lhes fornecem a continuidade interminável mais profunda. Níveis mais óbvios de se experienciar as coisas, tais como aqueles aonde a percepção sensorial e o pensamento conceptual ocorrem, não continuam, na verdade, de uma vida para a vida seguinte. Além disso, eles acabam para sempre com a realização da iluminação. Só as sucessões ao nível da luz clara é que continuam ininterruptamente, mesmo depois de nos termos transformado em Buda. Se os seres individuais fossem análogos aos rádios, então os níveis mais óbvios das suas continuidades mentais seriam semelhantes à emissão de diferentes estações dos rádios, enquanto que os seus níveis de luz clara se assemelhariam como se os rádios estarem simplesmente ligados. Contudo, a analogia não é exata. Os rádios podem deixar de tocar, enquanto que as continuidades mentais nunca cessam o seu fluir.
Não obstante o nível em que ocorre, o mero experienciar das coisas, individual e subjetivo, envolve o surgimento das aparências das coisas (claridade) e o ocuparmo-nos com elas mentalmente (consciência). Ou seja, não perceptionamos diretamente os objetos externos, mas meramente aparências ou as suas representações mentais que surgem como parte do ato de percepcionar. As aparências, aqui, incluem não só as visões das coisas mas também os seus sons, cheiros, gosto e sensações físicas, assim como os pensamentos sobre elas. A ciência ocidental descreve o mesmo ponto a partir de uma perspectiva física. Ao percepcionarmos coisas, na verdade não cognizamos objetos externos, mas apenas complexos de impulsos eletroquímicos que representam os objetos no sistema nervoso e no cérebro. Embora todos os níveis de experienciação das coisas envolvam o surgimento de aparências delas, a continuidade de luz clara é a verdadeira fonte que produz todas as aparências.
Ocuparmo-nos mentalmente com aparências significa ver, ouvir, cheirar, provar, sentir fisicamente, pensar nelas ou sentir algo sobre elas emocionalmente. A ocupação mental pode ser subliminar ou até inconsciente. E mais, produzir as aparências das coisas e ocupar-se mentalmente com elas são duas maneiras de descrever o mesmo fenómeno. O surgimento de um pensamento e o pensar um pensamento são de fato o mesmo evento mental. O pensamento não surge e depois pensamos nele: as duas ações mentais ocorrem simultaneamente porque elas descrevem o mesmo evento.
A discussão Sakya do tantra concentra-se num fator específico da natureza búdica, ou seja, na sucessão interminável dos momentos da atividade inata da continuidade de luz clara de fazer surgir aparências [a partir] de si própria. O fazer surgir das aparências é automático, não intencional e inconsciente. Podemos deliberadamente olhar para algo; mas quando nós vemos, a nossa continuidade de luz clara não constrói deliberadamente uma aparência desse algo. Além disso, as aparências que surgem da continuidade de luz clara podem ser da base física da continuidade – nosso corpo – ou de quaisquer outros objetos que ela percepciona.
Aqui, a questão principal é que o surgimento de aparências ocorre inseparavelmente a dois níveis: impróprio e sutil.Inseparavelmente (yermey, dbyer-med) significa que se um nível ocorre validamente, o outro nível também ocorre validamente. Neste contexto, as aparências impróprias são as dos seres comuns e seus ambientes; as aparências sutis são as das figuras búdicas e suas envolvências.
Os seres comuns e as figuras búdicas são como níveis quânticos das continuidades de luz clara. As partículas subatómicas têm vários níveis de energia quântica nas quais vibram igualmente de um modo válido. O nível em que uma partícula está a vibrar é uma função da probabilidade em qualquer momento: não se pode dizer ao certo que a partícula está a vibrar apenas num nível e não no outro. De fato, de acordo com a mecânica quântica, uma partícula pode vibrar simultaneamente a vários níveis. Similarmente, não se pode dizer que num momento específico um ser individual tenha apenas uma aparência e não outra, porque o nível em que uma continuidade de luz clara aparece a qualquer momento é uma função da probabilidade.
A continuidade interminável da atividade mental que produz este par de aparências inatamente ligadas pode ser não refinada, parcialmente refinada ou totalmente refinada, dependendo das sucessões de momentos de confusão e dos seus hábitos que a acompanham. A matéria principal do tantra, como discutida na escola Sakya, é o processo em que a continuação da prática com figuras búdicas purifica este fator da natureza búdica, de modo a produzir uma sucessão interminável de aparências completamente livres de períodos acompanhantes de confusão e dos seus hábitos.
A Explicação Gelug
Ao explicitar o significado do tantra como uma continuidade eterna, a tradição Gelug segue o Um Apendice do Tantra de Guhyasamaja. O aspecto principal da natureza búdica aqui enfatizado é a vacuidade da continuidade mental – a sua ausência de existir em modos impossíveis. As continuidades mentais não existem como inerentemente danificadas e impuras por natureza. Nunca existiram nem nunca irão existir. Não há continuidades eternas de características inatas que, as acompanhando e através dos seus próprios poderes, as fazem existir desse modo impossível. Porque esta ausência total é sempre o caso, quando os praticantes compreendem inteiramente este fato, podem fazer com que as continuidades de confusão e seus hábitos deixem de acompanhar as suas continuidades mentais de modo a que os seus fatores da natureza búdica possam funcionar inteiramente como facetas iluminadoras de um Buda. Uma vez que as continuidades mentais continuam para sempre como continuidades intermináveis, as suas vacuidades permanecem sempre um fato, permitindo a purificação e a transformação.
O método de purificação refere-se aos estágios da prática com figuras búdicas. Ao contrário de pessoas comuns, as figuras búdicas não crescem de fetos, não envelhecem e não morrem. Uma vez que elas estão sempre disponíveis em qualquer forma, a meditação com elas pode formar uma continuidade interminável. O resultado do processo de purificação é a continuidade interminável da Budeidade.
Resumindo, através de uma continuidade interminável de prática meditacional de união a figuras búdicas, os praticantes de tantra alcançam a continuidade interminável da Budeidade, baseada no fato interminável da vacuidade das suas continuidades mentais. O tantra é chamado veículo resultante porque a prática de tantra nos envolve no produzir de aparências de nós próprios como figuras búdicas que se assemelham ao estado resultante da iluminação.
Sumário
A matéria do tantra diz respeito às continuidades intermináveis conectadas com a continuidade mental. As continuidades incluem fatores da natureza búdica tais como boas qualidades básicas, um nível de luz clara de experienciar as coisas, a sua atividade de produzir auto-aparências e a sua vacuidade. As continuidades também incluem figuras búdicas e o estado iluminado. As quatro tradições do budismo tibetano explicam várias maneiras como as sucessões de momentos destas continuidades eternas se entrelaçam como bases, caminhos e resultados. Elas compartilham a característica de que o tantra envolve um caminho de prática com figuras búdicas para purificar uma base, a fim de atingir a iluminação como resultado. Elas também concordam que as características físicas das figuras búdicas servem como representações multivalentes e fornecem os urdumes para entrelaçar os vários temas da prática do sutra. O termo tantra refere-se a esta matéria intricadamente entrelaçada e aos textos que a discutem.
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O Poder do Pensamento Positivo - Blog do grupo: Abraçando a Abundância Monetária
O Poder do Pensamento Positivo - Blog do grupo: Abraçando a Abundância Monetária: Mensagem Arcanjo Gabriel Canal: Shelley Young 31.05.2014 Saudações, queridos, com o prazer e a honra que estamos em sua...
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6 PLANTAS QUE PURIFICAM O AR
1. Palmeira de Bambu : Elimina o formaldeído e atua como um umidificador natural.
2. Espada de São Jorge: Serve para absorver os óxidos de nitrogênio e formaldeído.
3. Palmeira: Uma das melhores plantas de purificacão do ar para a limpeza do ar em geral.
4. Planta aranha: Grande planta de interior para eliminar o monóxido de carbono e outras toxinas e impurezas. A planta-aranha é uma das três melhores plantas para os casos da eliminação de formaldeído do ar.
5. Lírio de paz: esta, poderíamos chamar de "limpeza de todos". Frequentemente são colocados no banheiro ou lavanderia, uma vez que eles são conhecidos para a remoção de esporos de fungos. Também conhecido para eliminar formaldeído e o tricloroetileno (é um hidrocarboneto clorado comumente usado como um solvente industrial ).
6. Gérbera: No solo estas maravilhosas flores elimina o benzeno do ar, são conhecidos para melhorar o sono ao absorver dióxido de carbono e emitem mais oxigênio durante a noite.
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COLUNA VERTEBRAL: O QUE ELA DIZ EM SUAS DORES
Quase todos nós conhecemos as dores e os desconfortos da coluna vertebral. O que poucos de nós sabemos são quais os aspectos emocionais se expressam ou se escondem nestes sintomas. Afinal, quais são as prováveis relações emocionais que acometem a coluna vertebral?
A coluna vertebral relaciona-se com a estrutura da personalidade. É por assim dizer o eixo central do ego, que é a parte da personalidade que faz contato com o mundo externo. Problemas de coluna indicam desequilíbrios ou dificuldades na formação da personalidade ou conflitos no relacionamento com as pessoas ou com o mundo que nos cerca.
A coluna trás em suas partes, determinados aspectos prováveis de relação mente e corpo relacionados a cada região. A região cervical relaciona-se à flexibilidade e amplitude de perspectivas. As duas primeiras vértebras relacionam-se mais com as dificuldades que temos na formação dos nossos conceitos e as duas últimas, a ressentimentos, e da mesma forma as primeiras torácicas.
Na altura da sétima cervical, em muitas pessoas ocorrem materializações relacionadas a ressentimentos, situações emocionais do passado mal resolvidas evidenciando saliências nesta área corpórea. Pessoas inflexíveis e de padrão de comportamento rígido tendem a calcificações na região cervical. A retificação da lordose anatômica cervical relaciona-se ao excesso de exigência sobre si mesmo e perfeccionismo. A hiperlordose cervical relaciona-se ao medo, sobretudo sustos na infância, tristeza e dificuldade de acreditar na própria felicidade. Algumas exceções acontecem em pessoas que querem ocultar o medo e “levantam o nariz”, como popularmente é referido para descrever a postura de arrogância. A escoliose cervical muitas vezes relaciona-se a uma tristeza do passado que “murcha” a pessoa, “caindo” a cabeça para um dos lados. As patologias da região cervical estão mais relacionadas à inflexibilidade e à tentativa de controlar tudo, ou de racionalizar tudo; no entanto, às vezes elas são conseqüentes a conflitos que relacionam-se a outras áreas, sobretudo da coluna dorsal.
A região dorsal ou torácica relaciona-se à postura diante da vida, especialmente diante do emocional. Problemas na região dorsal indicam dificuldade de posicionamento, sobretudo diante das emoções. As calcificações na dorsal estão relacionadas a tristezas profundas. Os casos de hipercifose ( acentuação da cifose) evidenciam um esconder-se do mundo, um encolher-se diante dos fatos que não sabemos como administrar. Já os casos de retificação (perda da curvatura anatômica) relacionam-se a um excesso de exigência sobre si mesmo.
A escoliose (curvatura lateral) da região dorsal em muitos casos relaciona-se ao “encurvar-se” diante de fatos que “não sei como”, ou “não posso mudar”, ou “sou forçado a aceitar”. É muito comum acontecer na adolescência, porque o jovem não sabe como se portar. Não é mais criança, nem adulto. Para algumas coisas, os pais e a sociedade o tratam como adulto; para outras, como criança, e isso gera uma confusão muito difícil de esclarecer. As pessoas “retas”, retificadas nesta região, sofrem muito com a necessidade de ostentar o que não são.
Já os hipercifóticos em geral são tristes e assumiram que a vida é triste mesmo, e nada se pode fazer para mudar. As patologias da região dorsal, em geral, relacionam-se à tristeza, por a pessoa não viver as emoções de forma equilibrada, especialmente nos casos de hipercifose. Os casos de retificação relacionam-se mais ao perfeccionismo. Ocorrem em geral nas pessoas que foram muito cobradas e que acabaram se cobrando muito, especialmente a perfeição.
A região lombar está relacionada ao “ter” na vida. Problemas na lombar relacionam-se em geral a perdas, ou medo de perdas, ou de não conquistar, tanto no aspecto material, quanto emocional. A hiperlordose lombar, muitas vezes relaciona-se aos aspectos acima referidos, e em alguns casos relaciona-se à repressão sexual. É uma tentativa de “esconder” o sexo, que acontece sobretudo nas mulheres. A famosa “bundinha arrebitada” em muitos casos esconde uma repressão sexual e uma necessidade de ser dominada, ou ainda uma supervalorização da estética diante das emoções.
A retificação lombar também pode ocorrer pelos motivos citados acima, e pelo perfeccionismo. Já a escoliose lombar pode relacionar-se à rejeição intra-uterina, por patologia congênita óssea, o que às vezes também acontece na sétima cervical. Algumas pessoas que sofreram rejeição, especialmente de sexo, apresentam estas patologias congênitas nesta região. As patologias da região lombar geralmente relacionam-se a medos, ou à situação de muita cobrança, interna e externa, relacionadas a questões com conotações emocionais.
A região sacral está relacionada à sexualidade. Problemas na região sacral relacionam-se a conflitos relacionados a sexualidade, sobretudo traumas e repressão. Nos casos de meninas que são esperadas meninos, é muito comum encontrarmos uma materialização sobre o sacro e dores na região. Estas mulheres, em geral, apresentam dificuldade nos relacionamentos íntimos, dificuldade de engravidar, cólicas menstruais, suscetibilidades a problemas no aparelho reprodutor (útero, ovários, seios etc.) frigidez e tendência homossexual conflitiva. (Condição sexual homossexual que só acontece porque a pessoa não se permite ter o que quer, no caso uma relação heterossexual).
Homens com esse tipo de conflito materializam menos sobre o sacro, mas também manifestam problemas com a sexualidade, tanto com os relacionamentos, como no que diz respeito à suscetibilidade a problemas no aparelho reprodutor, inclusive em muitos casos sendo estéreis e tendo tendência homossexual conflitiva.
É muito importante destacar que as dores do isquiático (ciático) também estão relacionadas aos problemas de coluna da região lombar e sacral. Correspondem aos medos de seguir em frente, inseguranças diversas e dificuldade de adaptação as situações de vida, especialmente aquelas que requerem mudança de comportamento ou que transformam nossa rotina.
Não são apenas os problemas de coluna, mas todas as articulações relacionam-se à nossa capacidade de nos “articular” na vida, ou seja, capacidade de relacionamento político. Problemas nas articulações relacionam-se à rigidez e à dificuldade de superar situações difíceis. Incluem-se nesse contexto todas as “ites” que afetam as articulações e que estão relacionadas a situações desagradáveis a que a pessoa se submete mesmo não gostando, por não saber como resolver.
Quando nos referimos a “articular-se” na vida, estamos enfocando nossa capacidade de relacionarmo-nos equilibradamente sem machucar o outro nem nos deixarmos machucar, respeitando os limites de cada um, inclusive os próprios. Viver é relacionar-se de forma equilibrada; do contrário, é muito difícil termos uma perspectiva feliz e saudável. Portanto, a forma como nos relacionamos é fundamental para o nosso equilíbrio. Essa maneira equilibrada de viver constrói-se a partir da espiritualidade e do amor, que sempre deve começar pelo amor por si mesmo. O equilíbrio sempre parte do respeito mútuo entre as pessoas, o que em nossas relações é fundamental. A capacidade de se “articular” é muito importante para o êxito ser alcançado, tanto no trabalho, quanto nas relações mais próximas, e consiste na flexibilidade e maleabilidade que precisamos ter para não desrespeitarmos os outros e nem a nós mesmos.
Para ser infeliz e desamado, ninguém nasce. Se, nascemos dentro de uma perspectiva negativa, é porque temos a esperança de reversão. A vida é incompatível com a tristeza e a falta de amor. Portanto, “articular-se” é relacionar-se dentro da interdependência saudável que rege o universo com respeito pelo outro e por si mesmo, sem toda a rigidez que se relaciona à maioria dos problemas articulares. Desculpem a repetição, mas no que se refere ao inconsciente, que assimila bem o que for repetido, esta repetição é produtiva: precisamos melhorar nossas relações, para que possamos mudar o mundo.
Ivan Pinto - Terapeuta
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ABRISI LANZARINI
MUDE SUA FREQUÊNCIA PARA MUDAR SUA REALIDADE - CHRISTIE MARIE SHELDON
Hoje pela manhã, vindo trabalhar, entrei no ônibus e abri o livro "Medicina Vibracional" para ler. Li três página (conteúdo denso) que explicava sobre a força de estabilidade dos cristais de quartzo e a eficiência na cura de doenças física e desarmonias etéricas. Resultado: resolvi tirar o dia para fletir a respeito da ressonância vibratória, que nos atrai a situações, lugares e pessoas. iniciei uma sutil observação ao meu entorno... sentada ao lado de duas pessoas nos quais consegui perceber suas vibrações - o que vestiam, como sentavam, se portavam, seus movimentos... me senti um pouco incomodada com o cara da direita; dentro de um ônibus todo empoeirado - não estou reclamando, é só uma observação - e me perguntei o quê em mim me levou para aquele lugar, naquele momento, neste planeta tendo o tamanho e a dimensão que tem... por um lado deu certo: sempre vou em pé e antes de entrar no ônibus e, hoje, a caminho dele, fui pedindo aos anjos que me sobrasse um banco para viajar sentada. Pedido atendido! O que salvou foi isso e a leitura do livro enquanto escutava música clássica no fone de ouvido, para elevar meu padrão vibracional. Só faltava estar dentro do meu próprio veículo com um par de sapatos novos. Mas enfim, na intenção, chego aqui e deparo que este vìdeo MARAVILHOSO que assisti uns 2 anos atráz e pelo menos umas 38 vezes... e que veio relembrar como alterar padrões vibratórios para atrair aquilo de que realmente queremos. Por que, no dia a dia, levantamos da cama e seguimos no piloto automático. então compartilho aqui com todos por que acredito que seja uma contribuição excelente para quem busca entender melhor sobre seus próprios padrões e, porque, na prática, a coisa toda funciona de verdade. Está funcionando a todo o instante!
Um bom dia a todos.
Abrisi
Um bom dia a todos.
Abrisi
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Terapias Integrativas
Terapias Integrativas ou holística
Desde os finais da década de 70 a OMS criou o programa de Medicina Tradicional, e desde então, são formuladas politicas de atuação para a prática das terapias e técnicas que visam o tratamento de forma natural estimulando os recursos energéticos do próprio organismo.
No Brasil as práticas das terapias integrativas e complementares já são aderidas pelo SUS.
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http://abrisilanzarini.blogspot.com.br/
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Os 12 princípios da inteligência espiritual

“Ecologia interior” não é para místicos e esotéricos. Os palestrantes da primeira mesa do II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que está sendo realizado em São Paulo, concordam que é preciso avançar nas questões sociais antes de se pensar em resolver os conflitos envolvendo meio ambiente. Respeito a diversidade, apego à arte e as coisas belas e postura individual voltada pela paz: esse foi o tom das falas, mas um eu voltado à conexão com o universo.
Viagem? Muito inspiradora, na fala da física e filósofa americana Danah Zohar. Formada pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, dá aulas sobre liderança em Oxford, na Inglaterra, e escreve livros sobre física quântica – alguns já publicados no Brasil (clique aqui para vê-los). Deu uma “aula” estimulante não sobre ecologia, mas sobre inteligência espiritual – tão necessária para que a as ações pelo meio ambiente encontrem eco em toda a sociedade.
“Inteligência espiritual tem a ver com o que eu sou, com os meus valores”, lembra a pensadora, que avisa: precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre a família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também.
Acompanhe o que Danah expôs sobre os princípios da inteligência espiritual – e motive-se!
1.Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circusntâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.
2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o que daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um ´presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.
3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos-de-vista – não o seu, unicamente.
4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. “Eu não somente cuido dos pobres, eu sou pobre. “O planeta é parte de mim - nascemos quando o Big Bang surgiu”. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.
5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Compo fazer isso? “Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar”.avisa a filósofa.
6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações - e.viva o agora!
7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. “Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas”.
8. Responda a uma questão fundamental: sempre perguntar porquê! Nós nos fechamos a verdade se não questionamos.
9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva. Isso é muito necessário no meio empresarial, destacou Danah. “Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação”. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? “A mídia também precisa rever o seu papel e ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.
10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.
11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a te ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.
12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a a diferença. “Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo pra sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”.
Para terminar, um recado aos educomunicadores e educadores em geral: “eu chamo a todos para a revolução não-violenta, onde as novas tecnologias podem mudar o mundo, sim, e que é preciso acreditar que você pode fazer a diferença”.
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"CONHECE-TE A TI MESMO"
A frase acima estava gravada em uma das paredes do Templo de Apolo, em Delfos, onde se localizava o mais famoso oráculo da antiga Grécia. Muitos séculos depois de escrita, ela continua a ser um conselho fundamental - ainda mais nos tempos que correm. De fato, o autoconhecimento é uma ferramenta indispensável para a evolução que buscamos. É uma atividade complementar à prece, recomendada por Naradananda. Na prece, nos entregamos a um poder maior. No autoconhecimento, fazemos a parte que nos cabe. As duas práticas - uma mais receptiva e a outra mais ativa - se reforçam mutuamente.
Uma técnica poderosa de autoconhecimento consiste em, cada vez que nos percebemos agitados por uma sensação, um sentimento ou um pensamento, fazermos a nós mesmos as seguintes perguntas:
1ª - O QUE É ISSO?
(Responder a essa pergunta é dar um passo atrás e observar a sensação, sentimento ou pensamento sem sermos arrastados por seu poder de influência.)
2ª - DE ONDE ISSO VEM?
(Responder a essa pergunta é identificar que instância produziu o que está sendo percebido. Um pensamento aparentemente prudente, por exemplo, pode ser um produto do medo. Assim como um pensamento aparentemente ousado talvez reflita certa tendência autodestrutiva.)
3ª - EU SOU ISSO?
(Responder a essa pergunta é compreender se o que percebemos é parte inalienável de nós mesmos, devendo, portanto, ser conservado. Ou se é algo que podemos descartar.)
Depois desse autoexame, é bem provável que estejamos mais calmos. Então, poderemos nos perguntar : O que eu percebo agora? De onde vem isso? Eu sou isso? E fazer esas perguntas quantas vezes acharmos necessárias. Com a prática, nos tornaremos craques e aprenderemos a nos interrogar em meio às atividades do dia-a-dia - até mesmo durante uma conversa.
Estamos agora na era de re-encontrar a nós mesmos. É uma oportunidade de avanço. Não uma garantia, pois o que será alcançado pela humanidade depende do esforço de cada um.
Zane Curfman - estudioso da tradição espiritual andina.
Uma técnica poderosa de autoconhecimento consiste em, cada vez que nos percebemos agitados por uma sensação, um sentimento ou um pensamento, fazermos a nós mesmos as seguintes perguntas:
1ª - O QUE É ISSO?
(Responder a essa pergunta é dar um passo atrás e observar a sensação, sentimento ou pensamento sem sermos arrastados por seu poder de influência.)
2ª - DE ONDE ISSO VEM?
(Responder a essa pergunta é identificar que instância produziu o que está sendo percebido. Um pensamento aparentemente prudente, por exemplo, pode ser um produto do medo. Assim como um pensamento aparentemente ousado talvez reflita certa tendência autodestrutiva.)
3ª - EU SOU ISSO?
(Responder a essa pergunta é compreender se o que percebemos é parte inalienável de nós mesmos, devendo, portanto, ser conservado. Ou se é algo que podemos descartar.)
Depois desse autoexame, é bem provável que estejamos mais calmos. Então, poderemos nos perguntar : O que eu percebo agora? De onde vem isso? Eu sou isso? E fazer esas perguntas quantas vezes acharmos necessárias. Com a prática, nos tornaremos craques e aprenderemos a nos interrogar em meio às atividades do dia-a-dia - até mesmo durante uma conversa.
Estamos agora na era de re-encontrar a nós mesmos. É uma oportunidade de avanço. Não uma garantia, pois o que será alcançado pela humanidade depende do esforço de cada um.
Zane Curfman - estudioso da tradição espiritual andina.
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O Mestre que Reside Dentro de Nós

Tenho aprendido que seguir o chamado do coração é sempre mais seguro do que se guiar pelo que os outros esperam de nós ou projetam em nós. Ainda que em um primeiro momento possamos nos sentir inseguros entre escutar a voz da razão ou do sentimento, está última será sempre a verdadeira e certeira, pois conectadas com nossa sensibilidade e intuição que ultrapassam os limites de tempo e espaço e nos projetam para uma realidade futura e causal. Isso não significa que devamos deixar de usar a razão, mas razão e sentimento devem andar juntos, razão sem sentimento é como um solo infértil, pois é o sentido que somente enxerga pelo lado de fora, e não pelo lado interior, onde podemos entrar em contato com nossa verdade mais profunda.
E ser verdadeiro consigo mesmo é a tônica desses novos tempos. Ego e máscaras só servem para nos distarciarmos do nosso verdadeiro eu, do ser integral que somos, assim como para nos dissociar de nossos ritmos internos, nossos "timings" essenciais, nossos ciclos tão sagrados ao nosso crescimento.
Muitos desafios têm surgido, e não estão sendo simples de administrá-los. E se é duro ter que viver ainda no mundo da dualidade, imaginem quando se rompem as ilusões de uma realidade que pensamos ser una e íntegra, mas que na realidade era dual? Sim, porquê neste afã de evoluírmos e encontrarmos um lugar de paz e aceitação, também projetamos muito! Muitas vezes elegemos alguém como nosso "mestre", confiamos, endeusamos, para depois constatar que esse suposto mestre era alguém que podia estar um pouco a frente de nós, mas ainda com um caminho longo a percorrer e que a nossa decepção e desilusão é tão somente nossa responsabilidade.
E esse é o outro lado da mesma moeda... A projeção de nossas ilusões de perfeição e luz nos outros. Aprendi que o nosso maior mestre reside dentro de nós, a pequena voz da sabedoria que podemos escutar no mais profundo de nossos corações, a voz de nosso Eu Superior, que nunca se distancia de nós, a Presença que pode ser esquecida, mas a qualquer minuto contactada. Aprendi que jamais devemos ceder nosso poder pessoal a quem quer que seja, pois o despertar da consciência não é algo que alguém, por mais evoluído que seja, possa fazer por nós. Não há "shortcuts" no Caminho.
Este é longo e árduo, mas pode ser abreviado pelo poder de nossa própria vontade e determinação. Os verdadeiros mestres são como amigos mais velhos, nos dão dicas valiosas, nos ensinam algumas práticas para alcançarmos estados mais plenos de consciência, mas o sucesso da empreitada depende somente de nós. Não há caminho mágico e instantâneo, mas momentos mágicos podem ocorrer nessa caminhada e são frutos de nossa intenção constante de darmos um passo adiante em nossa evolução de consciência.
E quando escolhemos o caminho da unidade, o caminho da dualidade fica insuportável, difícil e sofrível. Constatar que ainda possamos ser alvo de antipatia e incompreensão, quando dentro de nós a intenção de uma união interna, compreensão e aceitação verdadeira do outro está presente nos magoa sim, ainda que tenhamos plena consciência da inconsciência do outro. Também é coerente que estejamos em um estado de perdão incondicional nesses casos.
Mas ainda assim, perdoando e deixando passar, conviver com situações e pessoas que nos diminuem, ao invés de nos acrescentar algo, não é legal. Aprendi que romper com essas vivências e relacionamentos é o melhor remédio para poder continuar firme e de cabeça erguida em nosso caminho, alinhados como a nossa verdade. Em 2008 antigos relacionamentos se foram, os verdadeiros ficaram e alguns outros verdadeiros se firmaram. Mas sinto que esse processo ainda continua.
Sermos nós mesmos e termos total responsabildade por quem somos e o que criamos não é tarefa fácil não. Mas a cada passo assertivo nos sentimos mais confiantes. Mas aprendi que ser assertivo não é sempre ser bonzinho e perfeito e aceitar tudo o que despejam em nós... Saber dizer não é muitas vezes é o caminho mais efetivo.
Namasté!
fonte: http://somostodosum.ig.com.br/por Daniele Alvim - contato@danielealvim.com.br
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Dignidade Humana
O ser humano como ser histórico que é cria seu mundo a sua volta e seus valores como a liberdade, sendo esta afeta a todos desde o mais rico ao mais pobre, pois faz parte de sua natureza: a natureza humana.
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Simplicidade Extrema

Põe de lado os estudos e não conhecerás o sofrimento. Põe de lado a erudição e afasta a sabedoria e o povo será cem vezes mais beneficiado. Põe de lado a benevolência e afasta a rectidão e o povo te pagará com dever filial e amor fraternal. Põe de lado o artifício e afasta o lucro e não haverá mais bandoleiros e ladrões. Mantém-te na simplicidade, restringe o egoísmo e refreia os desejos.
Lao-Tse, in 'Tau Te King'
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Sentido

Ventos do norte que trazem pra sorte a luz da manhã
sopram com força e apagam as marcas que a chuva deixou no chão
Ventos do norte que abrem caminhos pra irmos além
do mar aberto caminhos incertos também
Ventos do norte que trazem fragatas voando razante
deixam em terra estranhas cantigas de um mundo distante
Ventos do norte que levam as águas escuras do mar
abre esse tempo que o Sol já cansou de esperar
Ventos do norte que sabem de onde as gaivotas vieram
peixes, golfinhos, sereias e encantos que as águas trouxeram
Ventos do norte que trazem o perfume das algas do cais
abre essa porta pros sonhos que a noite nos traz
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Osho

Pepitas de Ouro
" A mente não pode entender aquilo que está além das palavras; ela pode entender somente aquilo que é lingüística e logicamente certo. Ela não tem relação com a existência, com a vida, com a realidade. A mente em si mesma é ficção. Você pode viver sem mente. Você não pode viver sem coração. E, quanto mais profundamente você vive, uma parte maior de seu coração é envolvida."
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Avaliação Indicadores - Prêmio Itaú Unicef - CENPEC
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A Rede
Um blog sobre as redes da vida e a vida das redes, por Dalberto Adulis. Clique no Título para acessar o blog.
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Ciberespaço e mutações comunicacionais
O furacão multimídia
Vivemos na era dos fluxos infoeletrônicos. A força invisível dos sistemas tecnológicos encurta a imensidão da Terra e subverte toda e qualquer barreira. Os modos de comunicação alteram-se bruscamente, propagando um volume incalculável de conteúdos. A própria vida social se encontra imersa numa rotação incessante. O que me faz lembrar do que Marshall McLuhan escreveu no estranhamente próximo ano de 1964: "O mundo todo, passado e presente, agora se desvenda aos nossos olhos como uma planta a crescer num filme extraordinariamente acelerado.
Vivemos na era dos fluxos infoeletrônicos. A força invisível dos sistemas tecnológicos encurta a imensidão da Terra e subverte toda e qualquer barreira. Os modos de comunicação alteram-se bruscamente, propagando um volume incalculável de conteúdos. A própria vida social se encontra imersa numa rotação incessante. O que me faz lembrar do que Marshall McLuhan escreveu no estranhamente próximo ano de 1964: "O mundo todo, passado e presente, agora se desvenda aos nossos olhos como uma planta a crescer num filme extraordinariamente acelerado.
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Quinua Real - Parte 1
Conhecida também como o “trigo dos incas”, a quinua é um tipo de cereal que produz uma semente pequena, comestível, rica em proteínas, vitaminas e minerais. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a quinua é um dos poucos vegetais completos, por apresentar um balanço de aminoácidos adequado à nutrição humana. De fato, as sementes constituíram, no passado, a base da alimentação da família boliviana, e até hoje representam um elemento fundamental à dieta dos camponeses andinos.
Utilizo na alimentação do meu filho e faço questão de divulgar aqui.
Quinua Real - Parte 1
Utilizo na alimentação do meu filho e faço questão de divulgar aqui.
Quinua Real - Parte 1
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